quarta-feira, 28 de maio de 2008


Olá, e boa tarde...

Ultimamente, aliás, como sempre, o tempo é curtíssimo para dar uma passeada pelo meu reino encantado, que ás vezes fica mais perdido!

É a vida, nossa vida... Pena que tudo é ilusão. Nada disso passa de um sonho louco, é por isso que eu tento viver o máximo!

Como sempre, minha mente ferve de pensamentos filosóficos. Como são difíceis de dominar! Ficam pulando, me perturbando, me ameaçam seriamente se eu não os registrar de alguma forma. São como borboletas pousando em meu ombro, inquietamente... São belas, mas às vezes me inspiram medo.

E mais do que nunca, sinto aqui dentro um desejo enorme de expor meu humilde pensamento. É muito difícil pensar desse modo, principalmente quando somos rejeitados por todos por pensar de uma forma diferente dos demais.

A algum tempo atrás li mais um livro de Jostein Gaarder, O Dia Do Curinga. Nem preciso dizer que fiquei totalmente fascinada com o modo que o autor escreve. A história é narrada por Hans-Thomas, um pequeno norueguês que sai com seu pai em busca de sua mãe Anita, que oito anos atrás os tinha deixado - para se encontrar. Atravessando toda a Europa até chegar a Grécia, eles passaram por um vilarejo nos Alpes suíços, e Hans-Thomas ganha um livro misterioso e uma lupa para lê-lo de um padeiro mais misterioso ainda, introduzindo uma história dentro da história. Conta sobre A bebida púrpura e a ilha mágica - aventura com direito a náufragos e uma ilha paradisíaca habitada por seres fabulosos. O que Hans-Thomas não desconfia é como essa história está relacionada e de uma forma surpreendente, à sua própria... Os capítulos são nomeados como cartas de baralho para contar a história de um menino que joga paciência. O gosto pelo jogo é consequência do fato de seu pai colecionar curingas de baralho. Muitas vezes ele ganha o baralho sem um dos curingas. O pai de Hans Thomas gosta de filosofia, e durante a viagem conversa muito sobre assuntos filosóficos com seu filho.

Com toda minha humilde certeza, a parte mais inteligente do livro (considerando que é um livro que envolve filosofia!) é o calendário das cartas do baralho. Cada carta tem um dia e um ano, e o último dia é o dia do curinga, o dia que sobrou. Fascinante, não é? Todos os livros que Jostein escreveu tenho certeza que são bem assim.

Eu busco com a filosofia uma razão para a própria razão. É algo estranho, mas nossa mente é tão fantástica! Se nossa mente fosse fácil de entender, provavelmente seríamos muito tolos a ponto de conseguir tal façanha. Imagine como será o tamanho da nossa capacidade? Será que nós usamos tudo o que nós podemos do nosso cérebro? Mas... Tem pessoas que tem um QI acima da média. Como será que eles inventaram os testes para saber disso? Eu fico pensando muito nisso, pois existem pessoas diferentes, ninguém tem a mesma facilidade em resolver certos problemas de lógica ou álgebra. Com certeza, não tem como testar toda a população. Então, eles estabelecem um nível de acertos médios para julgar o tamanho da inteligência do povo. É errado isso, eu sei. Mas tenho certeza que existem pessoas que tem maior capacidade de raciocínio matemático, isso sim.

E será que nossos sentimentos também tem um QI, aliás, um QS? Acho que não. Seria impossível medir um amor. O tamanho dele. Contente-se em dizer que ele é maior que o universo multiplicado pelo Pi e mais a sequência de Fibonacci, ou seja, todos os números existentes. Quanto penso no tanto de amor que eu sinto, somado, eu acho que é bastante. Sem falar na amizade, na compaixão, na eventual raiva, etc. Todos os sentimentos são incontáveis centelhas de fogo queimando na nossa alma... E a cada vez, cada sentimento toma conta de nós, e nos domina... Gostaria que todos queimassem de amor e fé por dentro. Mas na maioria das pessoas queima um fogo pior que veneno, que acaba com a alma. O ódio, o ciúmes...
Nossa. To inspirada hoje! xD

Acho que você, caríssimo leitor, está cansado de aturar minhas sentimentalidades filosóficas.
Mas, mesmo assim, obrigada pela paciência. Sou grata.
E pra acabar, uma poesia que eu amo:

O amor antigo - Carlos Drummond de Andrade

O amor antigo vive de si mesmo,não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mais pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,t
anto mais velho quanto mais amor.

Kiitos ja suudelmia, minun armain! ^^

... The Child Bless Thee and Keep This Forever...

1 amor(es) perdido(s):

murilo disse...

bia OII ....
tudo baom??
quarta ta chegando
bjao